All the Glitter is Gold
Um mundo de verdades ficcionadas.
sábado, 13 de dezembro de 2014
Mudanças - Parte I
Eu mudei. Todos mudaram, ninguém é imutável. E nesse ano inteiro, mais precisamente em Abril, eu o conheci. Não dei muita importância, já estava cansada de procurar caras que fossem prováveis amores da minha vida. Em Maio resolveu me chamar para sair, e fomos no cinema, ver Homem Aranha 2 e lá foi a primeira vez que o vi. Estranho foi quando ele me abraçou e eu senti uma conexão, um aconchego, e aquele sorriso em seus lábios demonstrando não ligar pra nada, um sorriso safado. E fomos ver o filme, não consegui dizer nada, estava um tanto acuada, ele me deixava sem palavras, e isso nunca foi bom. Desdenhei esse encontro tanto antes de vê-lo pra então mergulhar em seu mundo estranho. Nos beijamos. Ah, que beijo gostoso. E mais e mais, depois do filme, até o segurança veio e rimos um pouco, ele com sua cara despreocupada como sempre, e eu tímida. E desde então viemos trilhando um caminho estranho. Ele quis me levar pra sua cama e eu, uma dama tão pura não aceitei, não aceitava nenhum cavalheiro, sempre parava quando tentavam algo, a coisa ficava séria, e eu fugia por medo, por neurose, por falta de química. E com ele, eu aceitei. "Eu devo estar ficando louca!" - pensei comigo mesma. Incertezas e inseguranças vieram em minha mente e eu desisti. Mas ele veio com sua fala mansa, dizendo que ia ficar tudo bem e usando um pouco de drama, e mentiras, dizendo que gostava de mim. No fundo eu sabia que era tudo mentira, mas eu queria acreditar, talvez para ter alguma coragem de enfrentar meus medos pela primeira vez. E então respirei fundo e fui. Ele não era nenhum cavalheiro, por contrário, parecia ser muito folgado e sem emoções, mas por que me atraíra tanto assim? O que ele tem que os outros não tem? Eu me sentia tão bem em seus braços, tudo era tão natural, tão certo...Sempre tivera receio em minha nudez e com ele já não importava mais, estava bastante confiante a respeito disso. E foi aí que tudo começou a desmoronar.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
It's Over.
Acabou, it's over babe, é apenas isso...
"O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou"
"O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou"
Internamente eu queria que acabasse, mas, como eu tenho uma visão romântica, eu via nós dois fazendo tudo juntos, sendo amigos inseparáveis, amantes sensuais, conhecendo a família, os amigos...Porém o que era pra progredir, se regrediu. Foi minha culpa, eu sei, mas eu não sei amar, eu não consigo amar...Eu tenho medo, muito medo. Nos faltava também a chave pra isso tudo dar certo: conexão. Éramos dois fios soltos, que não conseguiram se unir para causar um choque, uma energia, amantes distantes e rasos que caíram na besteira de se deixar cegar pela carência e deixaram-se levar. Me deixei levar também pelo medo e me afastei, queria um amigo mas não encontrei, então me desculpe, lindo, mas, acabou.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
-Hey babe...Que tal um cinema? _ele disse pelo telefone, mas dava-se pra perceber um sorriso malicioso.
-Não vai dar, desculpa...Eu tenho que resolver algumas coisas por agora, marcamos depois, ok? Xo._E desligou o telefone sem deixá-lo ao menos escrever.
Mary Anne se sentia como um coelhinho assustado toda vez que algo malicioso saía da boca de Jack, e ele não conseguia entender o por quê. Ela fingia também não saber, falava que era apenas um bloqueio mas era bem além disso. Ela escondia sentimentos. Nunca se sentira conectada a ele...Sentia que estava sendo apenas um preenchimento de algo que faltava, porém apenas uma tampa rasa. Desde o primeiro dia que se conheceram, ela buscava um romance, mas também um melhor amigo. Não era muito de romantismos, mas sempre queria um amor, alguém que não precisasse de declarações toda hora, nem de ficar demonstrando toda hora alguma coisa que no fundo ela sabia que não era real e não conseguia acreditar, talvez fosse, mas simplesmente não conseguia. Então ela respirou fundo e pensou...Pegou o telefone, olhou, recusou, olhou novamente e discou.
-Alô?
-Só me escuta. Eu simplesmente estou me sentindo desconfortável com tudo isso. Não é nem de longe o que eu planejei pra mim as coisas acontecerem desse jeito e eu não gosto nem um pouco da sua abordagem. É bastante ofensiva pra mim. Eu não consigo sentir nenhuma conexão com você, o que houve aquela vez foi puramente no susto e totalmente fora do contexto, não quero isso. E eu acho que acabamos por aqui, me desculpe, mas eu não consigo..._desligou o telefone e lágrimas caíram de seu rosto, era a piada da sua turma, a garota virgem. Gostava desse jeito, assim não teria que lidar com muitas coisas e ela também nunca havia se apaixonado por ninguém, nem iria.
-Não vai dar, desculpa...Eu tenho que resolver algumas coisas por agora, marcamos depois, ok? Xo._E desligou o telefone sem deixá-lo ao menos escrever.
Mary Anne se sentia como um coelhinho assustado toda vez que algo malicioso saía da boca de Jack, e ele não conseguia entender o por quê. Ela fingia também não saber, falava que era apenas um bloqueio mas era bem além disso. Ela escondia sentimentos. Nunca se sentira conectada a ele...Sentia que estava sendo apenas um preenchimento de algo que faltava, porém apenas uma tampa rasa. Desde o primeiro dia que se conheceram, ela buscava um romance, mas também um melhor amigo. Não era muito de romantismos, mas sempre queria um amor, alguém que não precisasse de declarações toda hora, nem de ficar demonstrando toda hora alguma coisa que no fundo ela sabia que não era real e não conseguia acreditar, talvez fosse, mas simplesmente não conseguia. Então ela respirou fundo e pensou...Pegou o telefone, olhou, recusou, olhou novamente e discou.
-Alô?
-Só me escuta. Eu simplesmente estou me sentindo desconfortável com tudo isso. Não é nem de longe o que eu planejei pra mim as coisas acontecerem desse jeito e eu não gosto nem um pouco da sua abordagem. É bastante ofensiva pra mim. Eu não consigo sentir nenhuma conexão com você, o que houve aquela vez foi puramente no susto e totalmente fora do contexto, não quero isso. E eu acho que acabamos por aqui, me desculpe, mas eu não consigo..._desligou o telefone e lágrimas caíram de seu rosto, era a piada da sua turma, a garota virgem. Gostava desse jeito, assim não teria que lidar com muitas coisas e ela também nunca havia se apaixonado por ninguém, nem iria.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Eu queria que quando olhasse nos seus olhos depois que me beijasse, visse desejo, paixão, sentimento...Pelo menos um sorriso sincero, um olhar carinhoso de que tudo estava bem.
Ao invés disso eu ganhei olhares enigmáticos, vazios, que não diziam nada, um rosto sem expressões, nenhuma comodidade, apenas incertezas...E no meio dessas incertezas a certeza que eu tive era que eu não te pertencia, e nem iria pertencer.
Ao invés disso eu ganhei olhares enigmáticos, vazios, que não diziam nada, um rosto sem expressões, nenhuma comodidade, apenas incertezas...E no meio dessas incertezas a certeza que eu tive era que eu não te pertencia, e nem iria pertencer.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
And the answer is...
Não!
Eu não tenho escolha nenhuma, eu não tenho nem o que escolher. A vida sempre foi assim comigo e talvez sempre vai ser. É foda você ver que ninguém te nota, ou te nota por ser 'grande' demais, apenas. É foda você criar um círculo novo de amizades que te fazem sentir tão bem, tão em família e logo em seguida te trocarem por alguém novo. É foda quando há tempos não te vêem e quando você espera um abraço, um beijo, algo familiar, é recebida com um "olá" e ser deixada no canto. É foda,, apenas é foda! É foda ser eu, e nem venha me dizer sobre as crianças da África, sobre gente passando fome, morando debaixo da ponte e não sei o que. EU SEI! Mas a minha realidade não é essa, eu não sei o que eles passam, mas eu sei o que eu passo, e eu tenho sentimentos como qualquer um. Pode ser por uma coisa relativamente pequena mas pra mim não é. Eu to triste, to me sentindo sozinha e carente. E nem é preciso algum cara ou coisa do tipo (ajudaria bastante mas), meus amigos me acolhendo já seria um começo. Não sei o que está acontecendo, só sei que eu não to bem e que meus sentimentos não serão correspondidos.
Eu não tenho escolha nenhuma, eu não tenho nem o que escolher. A vida sempre foi assim comigo e talvez sempre vai ser. É foda você ver que ninguém te nota, ou te nota por ser 'grande' demais, apenas. É foda você criar um círculo novo de amizades que te fazem sentir tão bem, tão em família e logo em seguida te trocarem por alguém novo. É foda quando há tempos não te vêem e quando você espera um abraço, um beijo, algo familiar, é recebida com um "olá" e ser deixada no canto. É foda,, apenas é foda! É foda ser eu, e nem venha me dizer sobre as crianças da África, sobre gente passando fome, morando debaixo da ponte e não sei o que. EU SEI! Mas a minha realidade não é essa, eu não sei o que eles passam, mas eu sei o que eu passo, e eu tenho sentimentos como qualquer um. Pode ser por uma coisa relativamente pequena mas pra mim não é. Eu to triste, to me sentindo sozinha e carente. E nem é preciso algum cara ou coisa do tipo (ajudaria bastante mas), meus amigos me acolhendo já seria um começo. Não sei o que está acontecendo, só sei que eu não to bem e que meus sentimentos não serão correspondidos.
sábado, 22 de setembro de 2012
Do I have a choice?
E a história está se repetindo de novo, porém com novos personagens, personagens que entraram na minha vida há tão pouco tempo, mas em um dia fizeram uma diferença. Isso já faz uma semana, e muita coisa aconteceu, porém, me vem na cabeça. Eu teria alguma escolha? Alguém se manifestaria? Gostaria de fazer parte da minha vida, compartilhar as coisas? Um café, um beijo, um sorriso, um abraço... Eu só queria que quisessem me fazer feliz, de ter o interesse que eu tive e de demonstrar. I just need a chance. Do I have a choice?
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Coragem...
A coragem para se fazer algo que se tem vontade há um tempo é sempre barrada pela dúvida que cerca sobre o que irá acontecer. É difícil, porque geralmente as coisas tendem a dar errado (não para os sortudos, mas para a maioria sim, tipo eu), e então o que fazer para tomar essa inspiração maior? Ligar o foda-se? Não ter expectativas, é o melhor remédio, porque quando não se tem expectativa,se algo ruim acontecer, já era de se esperar e o que vier de bom é lucro. Então não tenham expectativas (o mais difícil) e se joguem em suas escolhas! :)
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